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13 / 10 / 2017 - Por Jean Valério

Seis em cada dez brasileiros acreditam que seu padrão de vida estará melhorO brasileiro confia na ascensão social.

O brasileiro confia na ascensão social. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 61% das pessoas acreditam que seu padrão de vida estará melhor ou muito melhor daqui a cinco anos. E 70% dos entrevistados acreditam que seus filhos terão um padrão de vida melhor ou muito melhor do que o que eles têm hoje. Para 66% dos entrevistados, o padrão de vida que têm hoje é melhor ou muito melhor do que o que seus pais tinham na mesma idade. Os dados são da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Padrão de Vida, que ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 16 e 19 de março deste ano.

“A expectativa de melhoria do padrão de vida nos próximos cinco anos indica otimismo dos brasileiros com a superação da crise. A retomada da confiança é um passo importante na recuperação da economia”, avalia o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Quanto mais jovens os brasileiros, maior o otimismo em relação à melhoria do padrão de vida. Entre os que possuem entre 16 e 24 anos, 77% acreditam que seu padrão de vida melhorará nos próximos cinco anos, percentual que cai quanto maior a idade dos entrevistados e chega a 42% entre os que possuem 55 anos ou mais.

Para vencer na vida, avaliam os brasileiros, é essencial ter boa educação, capacidade ou inteligência e trabalhar duro. Isso é considerado mais importante do que ter sorte ou nascer em uma família rica. A boa educação, com 38% das respostas, ficou em primeiro lugar na lista dos fatores essenciais para vencer na vida. Em seguida, vem trabalhar duro, com 31% das menções. O fator sorte recebeu 18% de menções e o nascer em família rica ficou em último lugar, com 12% das respostas. “Quando as pessoas acreditam na possibilidade de ascensão social por meio de estudo, trabalho e esforço, elas investem mais em educação e isso tem o potencial de melhorar a produtividade do país e gerar crescimento econômico sustentado”, afirma Fonseca.

MERITOCRACIA E PROGRAMAS DE GOVERNO – Os brasileiros acreditam na meritocracia, desde que as pessoas tenham condições mínimas. Entre os entrevistados, 80% concordam muito ou um pouco que melhorar de classe social depende exclusivamente do esforço de cada indivíduo. “No entanto, 90% reconhecem que o esforço dos indivíduos só dá resultados quando eles têm condições mínimas, como boa alimentação, boa educação e boa saúde”, informa o levantamento.

De acordo com a pesquisa, 82% concordam muito ou um pouco que o governo deve ajudar as pessoas a sair da pobreza e vencer na vida apenas fornecendo educação e saúde de qualidade para todos. Para 80%, as cotas para universidades e concursos públicos para estudantes de escolas públicas, minorias raciais e pessoas com deficiências ajudam as pessoas a sair da pobreza e vencer na vida. A maioria, 66%, também reconhece que os programas de assistência social, como o bolsa família e o benefício de prestação continuada, são importantes para as pessoas saírem da pobreza e vencer na vida.

MENOS BRASILEIROS SE SENTEM NA CLASSE MÉDIA – A pesquisa destaca ainda que a crise econômica mudou a percepção dos brasileiros sobre sua classificação social. O percentual dos que acreditam estar na classe baixa aumentou nos últimos cinco anos e passou de 21% em 2012 para 27% em 2017. Esse aumento foi acompanhado de redução do percentual dos que dizem pertencer às classes média ou média-alta, que saiu de 43% em 2012 e chegou a 37% neste ano. Apenas 23% consideram que mudaram de classe social para uma classe melhor nos últimos cinco anos.

Para 51% das pessoas, a desigualdade social aumentou no país nos últimos dez anos. O volume dos que consideram que a desigualdade aumentou nos últimos dez anos é praticamente igual aos 47% registrados em 2012. No entanto, o número dos que dizem que a desigualdade diminuiu caiu de 29% em 2012 para 16% neste ano.

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