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Empreendedorismo
10 / 11 / 2017 - Por Jean Valério

EINNE negocia mais de R$ 9,2 milhões no primeiro diaPequenas empresas nordestinas fecham parcerias comerciais com grupos internacionais no primeiro dia do EINNE

Rodadas do EINNE reúnem 150 empresas do NE e 70 grupos internacionais – Foto: Moraes Neto

O primeiro dia das rodadas do 19º Encontro Internacional de Negócios do Nordeste (EINNE) resultou em mais de 723 negociações entre pequenas empresas da região e grupos compradores internacionais de 27 países, o que gerou mais de R$ 9,2 mihões em novas parcerias comerciais. Pela segunda consecutiva, o evento está sendo realizado em Natal e reúne em torno de 30% das pequenas empresas nordestinas exportadoras. Promovido pelo Sebrae no Rio Grande do Norte e Federação das Indústrias do Estado (Fiern), com patrocínio do Banco do Nordeste e apoio de parceiros, o encontro ocorre até esta sexta-feira (10) no hotel Holiday Inn e deve gerar R$ 25 milhões em negócios.

Rubem MArtyins, de Pernambuco, espera vender calçados e bolsas fora do país – Foto: Moraes Neto

A experiência de vender para grupos estrangeiros anima empresários de todo o Nordeste. É o caso de Rubem Martins, proprietário da Dona Rosa, uma fábrica de calçados e bolsas femininas instalada em Recife (PE). A empresa traçou uma meta de ampliar a produção e os canais de vendas, entre varejo, atracado e, principalmente, para o mercado externo. “O evento está totalmente de acordo com a nossa estratégia de levar nossos produtos para outros países. Aqui, temos compradores interessados no que estamos vendendo e isso facilita muito, pois a parte mais complicada é encontrar compradores no exterior”, explica o empreendedor.

Pela segunda vez no EINNE, ele fez nove negociações com empresas internacionais. “Estamos muito otimistas. Vamos enviar catálogo virtuais e buscar fechar os pedidos”. A Dona Rosa produz em média 500 bolsas e 2,5 mil pares de sapatos, que, devido ao evento, poderão chegar a outras nações.

Deguimauro de Melo é itálo-brasileiro e possui uma empresa de outomação e montagem de quadros elétricos na Itália e no Ceará, a Italtechnology. A crise tirou o negócio do cenário internacional e o empresário busca no EINNE a volta ao mercado estrangeiro. “Estamos muito empolgados. Realizamos negociações com empresas do México, Colombia, Argentina, Estados Unidos. Os contatos foram muito produtivos”.

Otismismo semelhante tem a potiguar Graça Rodrigues, proprietária da Daya, uma marca de roupas infantis que já exporta mas deseja ampliar a base de clientes internacionais. No evento, fez contatos com lojistas do Chile, Argentina, além de um grupo mineiro e uma trade paulista que exporta para Europa e África. “Nessa área de moda, percebemos que os clientes não buscam mais qualquer produto, que a China oferece facilmente. Eles estão em busca de um produto diferenciado”, alega a empresária.

A Daya tem o regionalismo como característica de suas coleções. As peças retratam a cultura potiguar e do Nordeste, o que enche os olhos e agrada em cheio os interesses do público estrangeiro. “O mercado internacional valoriza o produto e acaba divulgando a marca. Tivemos cinco negociações, três delas devem resultar em parceria. Esperamos ter um acréscimo de vendas entre 20% e 30% em função da participação no EINNE”. A empresa chega a produzir por ano 150 mil peças.

Na avaliação do gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae-RN, David Xavier, o encontro foi assertivo ao reduzir os segmentos de sete para quatro. “Estamos conseguindo fazer um evento mais focado, o que permite uma efetividade muito maior na hora de fechar negócios. Todas as negociações estão sendo monitoradas em tempo real”.

Estruturado em salões, onde ocorrem as rodadas de negócios, o encontro contará com 150 empresas da região dos segmentos de alimentos e bebidas, cosméticos, moda e energias. Essas empresas vão ofertar produtos e serviços para grandes grupos compradores.

Nesta edição do EINNE, participam das rodadas 76 compradores, a maioria – 70 deles – estrangeiros, vindo de diversos países, como África do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, EUA, França, México, Moçambique, Nigéria, Peru, Rússia, Tanzânia, além de Angola, Bélgica, Canadá, Itália, Kenia, China, Guatemala, Havai, Inglaterra, Panamá, Portugal, Arábia Saudita. Estão programadas quatro grandes rodadas de negócios, além de um salão só com rodadas virtuais, permitindo que os empreendedores poderão negociar virtualmente com compradores que não estarão presente no evento.

Abertura

José Vieira fez a abertura oficial do evento juntamente com representantes de instituições parceiras – Foto: Moraes Neto

O volume de agendamentos para negociações torna o EINNE o maior evento de aproximação comercial internacional da região e visa ampliar as exportações das nordestinas, por meio da promoção de contatos diretos compradores nacionais e estrangeiros com fornecedores situados no Nordeste. O evento foi aberto oficialmente na noite da quarta-feira (8), com a presença do governador Robinson Faria e de diversas autoridades nacionais ligadas à área de comércio exterior.

Durante a solenidade, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-RN, José Vieira, falou que acredita que as discussões e debates ocorridos no evento – a programação envolveu um fórum, o Decola Nordeste – resultarão em um arcabouço e estratégias para o comércio exterior, além ampliar a oferta de linhas de crédito de apoio aos exportadores e gerar mais competitividade e internacionalização para as empresas do Nordeste. “Essa aproximação comercial entre fornecedores da região e compradores é o objetivo principal do encontro. Quando os empresários do Nordeste se unem, todos os estados se fortalecem”.

O presidente da Fiern também prestigiou a abertura e destacou a parceria com o Sebrae para viabilizar a segunda edição do EINNE no Rio Grande do Norte. “Para sairmos bem atualmente, é necessário valorizar o empreendedorismo exportador”. O gerente do Banco do Nordeste em Natal, Tiago Dantas e Silva, também estava presente e anunciou que o banco dispões de R$ 500 milhões para o exportador nordestino.

A diretoria executiva do Sebrae-RN, formadas pelos diretores José Ferreira de Melo Neto (superintendente), João Hélio Cavalcanti (técnico) e Eduardo Viana (de operações), também prestigiaram a abertura do EINNE. “Trinta por cento das empresas exportadoras do Nordeste estão nesse evento, assim como dois terço das potiguares”, destaca o superintendente, referindo-se a importância estratégica do EINNE para fomentar a cultura exportadora na região.

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