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Agronegócio
27 / 11 / 2017 - Por Jean Valério

APL vai alavancar produção de frutas na Serra de SantanaEspecial Serra de Santana - Sebrae

Proposta do APL é estimular o processamento das frutas na região, reativando agroindústrias de beneficiamento – Foto: Moraes Neto

Clima, localização geográfica e tradição tornam a Serra de Santana, na região do Seridó, um dos polos de fruticultura do Rio Grande do Norte. Os sete municípios da área – Bodó, Cerro Corá, Florânia, Lagoa Nova, Santana do Matos, São Vicente e Tenente Laurentino – foram responsáveis pela produção de 5.750 toneladas de frutas na última safra, movimentando R$ 7,5 milhões. O potencial, no entanto, é ainda maior e para explorar essa atividade o Sebrae no Rio Grande do Norte, juntamente com instituições parceira, está estruturando na região o Arranjo Produtivo Local (APL) da Fruticultura da Serra de Santana.

A ideia é organizar a cadeia de valor, melhorar o manejo e otimizar a comercialização, sobretudo para os pequenos agricultores, para desenvolver a fruticultura e agroindústria de processamento de forma inovadora e sustentável. Sem se constituir uma figura jurídica, o APL é uma aglomeração de empreendimentos, localizados em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

No caso do APL de Fruticultura da Serra de Santana, o arranjo reúne cerca de 120 pequenos produtores, principalmente cajucultores, com propriedades em três cidades da serra que têm clima e produção semelhantes: Bodó, Cerro Corá e Logoa Nova, atraindo novos compradores e ampliando mercado para esses agricultores. Inicialmente, o APL vai abranger apenas esses municípios, mas, em seguida, serão inseridas as cidades de Florânia, São Vicente, Santana do Matos e Tenente Laurentino Cruz.

“Queremos unir esses produtores que atuam meio que isoladamente para ganhar mais força, ampliar negócios e conquistar novos mercados. E chave para isso é cooperação e capacitação, com apoio técnico e informação. Só assim serão mais competitivos. Esse é o compromisso do Sebrae com ao empreendedorismo e com quem atua no campo. Estamos apostando muito na fruticultura da Serra de Santana”, diz o diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti. A proposta é usar o APL como forma de fortalecer o poder de vendas e oferecer produtos diversificados, com valor agregado e qualidade superior, gerando novas possibilidades de atuação no mercado.

O projeto do APL surgiu a partir das ações do projeto Sertão Empreendedor, que o Sebrae já desenvolve em parceria com o Sistema Faern/Senar. A intenção era auxiliar os produtores de caju a renovar os pomares e retomar a produção, em declínio devido à estiagem prolongada, que já dura sete anos.

Em 2015, um grupo de 75 cajucultores da região passou por uma série de capacitações que antecederam à implantaçao do APL e serviu para sensibilizar agricultores. Foram realizados seminários, cursos, oficinas e palestras, abordando custos de produção, formas de comercialização e outras capacitações de gerenciamento da propriedade e de associativismo. Na parte técnica, os cajucultores também foram estimulado a plantar maracujá de forma agroecológica e irrigada.

O lançamento do Plano de Implantação do APL foi realiazado na semana passada, em Lagoa Nova, e reuniu os agricultores da região serrana e os representantes dos três municípios, além do superintende do Senar-RN, Luiz Henrique Paiva, e equipes do Sebrae-RN, entre eles, o diretor técnico, o gerente do Escritório Regional do Sebrae no Seridó Oriental, Célio Vieira, o gestor do projeto Sertão Empreendedor, Marcelo Medeiros, e o gestor do projeto Crescer no Campo – Fruticultura Potiguar do Sebrae, Franco Marinho.

Ações do APL

Durante a solenidade, foram apresentadas as ações a serem desenvolvidas. Por meio do arranjo produtivo, os produtores terão acesso a capacitações, consultorias com foco mercado nacional e internacional, prospecção de novos compradores, assitência técnica, apoio de instituições de pesquisas, como Emparn e Embrapa, apoio ao crédito, marketing, vendas e logística. “A formação do APL foi uma consequência natural das reuniões com os atores locais, não havíamos pensado nesse formato inicialmente. É uma construção coletiva”, pondera o gerente da Unidade de Agronegócios do Sebrae-RN, Ângelo Baeta.

Serão criados dois entrepostos em cada uma das cidades para facilitar o escolamento da produção. Também serão feitas análises do solo e água para orientar acerca do controle de erosão e salinidade do solo e reuso de águas e utilização de barragens subterrâneas, assim como perfuração de poços.

No que diz respeito à produção de frutas, mudas e castanhas de caju e adubos, os produtores serão capacitados para terem um manejo agroecológico dos pomares, através do compostagem, produção de fertizantes e polinização. A ideia é também fazer um planejamento para organizar o escalonamento da produção e busca o selo de Identificação Geografica dos produtos, inclusive com criação de uma marca própria para as frutas cultivadas na serra.

Na área de beneficiamento, as ações serão para a produação de polpas, doces, geleias, bebidas lácteas castanhas de caju. Pequenas unidades de processamento serão revitalizadas e adequadas na área de Boas Práticas de Fabricação para atender às exigências da legislação. Essas indústrias receberão orientação para beneficiamento das frutas. Também serão estimuladas a desenvolver novos produtos que tenhha valor agregado para gerar uma maior lucratividade e tornar a cadeia de valor sustentável e produtiva.

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